Viver uma vida sem existir, sem autonomia e dignidade, seria mais insuportável que a morte física em si. Acredito que viver é relacionar-se com o mundo e com os meus. Não sei como seria a concepção de vida sem estar próxima dos meus, privada de sentir o sol e o vento no rosto, impossibilidade de caminhar ao final do dia com os pensamentos acolhidos pelo entardecer. Essa privação seria um fechar os olhos para a vida. Dos meus que forem contrários a isso, compreendo que não amam quem sou, pois sou sinônimo de existir e não de apego.
Fernanda Rezende, 2009

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