Educar para a morte seria o processo constante de reflexão e sensibilização dos aspectos que envolvem o contexto existencial: o que é vida e de como vivemos. Somos tocados pelo aspecto da finitude de nossa condição humana?
A morte é uma experiência humana universal. Morrer e morte são mais do que eventos biológicos; eles têm uma dimensão social, psicológica, filosófica, antropológica, espiritual, estética e pedagógica. Questões sobre o significado da morte e o que acontece quando nós morremos são preocupações centrais para as pessoas em todas as culturas e têm sido desde tempos imemoriais. A morte coloca o ser humano diante de questões essenciais, de perguntas profundas, que não podem ser escamoteadas, pela discussão apenas de aspectos periféricos.
Educar para morte é educar a sociedade para cercar o ato de morrer dos melhores cuidados possíveis. Mas a educação para a morte vai além, porque toca em todos os aspectos interdisciplinares e deveria começar desde as primeiras fases da infância, constituindo um elemento da educação das novas gerações.
A morte é uma realidade para todo ser vivo, mas a consciência desse fato é constante para aqueles que trabalham nas áreas que envolvem um maior risco e exposição na execução de suas tarefas em seu dia-a-dia.
Observa-se aí um despreparo filosófico, psicológico, técnico e até mesmo existencial dos profissionais, para lidar com os aspectos de prevenção de acidentes que podem levar a uma fatalidade.
Outro aspecto observado é o sofrimento dos “sobreviventes dos acidentes”, a continuidade da vida para os familiares após o desastre e as possíveis conseqüências emocionais, físicas e judiciais que poderão acarretar após o falecimento do trabalhador.
A existência humana é constituída de forma plural, ou seja, o individuo sempre estará inserindo dentro de um contexto social, seja no ambiente familiar, social e até mesmo institucional com seus companheiros de atividades profissionais. A morte de um individuo é sempre vivida por todos os que o cercam. A experiência mais próxima que temos da nossa morte, sempre será pela morte do outro, sendo assim, o luto dos que ficam também é um aspecto a ser refletido na prevenção de acidentes de trabalho.
O Educar e sensibilizar para morte tem como foco partindo do principio que objetivamente o homem sabe de sua mortalidade, subjetivamente ele nega. Por si só, essa questão já seria relevante para uma reflexão no aspecto psicológico. Entretanto não podemos estar conscientes o tempo toda de nossa morte e do terror que esse pensamento causa, pois dessa forma seriamos incapazes de agir normalmente. Talvez dessa forma podemos pensar que somos imortais, que nossas ações são perenes, e esse seria nosso desejo supremo, assim tentamos suprir nossa incompletude e não cairmos no esquecimento dos nossos. E a negação seria o mecanismo de defesa utilizado como proteção desse medo do aniquilamento.
Dessa forma sensibilizar para a própria morte seria um ato de prevenção, despertando a responsabilidade de cada individuo com sua própria existência, enfatizando nossa condição limitada e finita, pois diante de nossa fragilidade existencial o cuidar de si seria um ato de amor e responsabilidade.
A morte é uma experiência humana universal. Morrer e morte são mais do que eventos biológicos; eles têm uma dimensão social, psicológica, filosófica, antropológica, espiritual, estética e pedagógica. Questões sobre o significado da morte e o que acontece quando nós morremos são preocupações centrais para as pessoas em todas as culturas e têm sido desde tempos imemoriais. A morte coloca o ser humano diante de questões essenciais, de perguntas profundas, que não podem ser escamoteadas, pela discussão apenas de aspectos periféricos.
Educar para morte é educar a sociedade para cercar o ato de morrer dos melhores cuidados possíveis. Mas a educação para a morte vai além, porque toca em todos os aspectos interdisciplinares e deveria começar desde as primeiras fases da infância, constituindo um elemento da educação das novas gerações.
A morte é uma realidade para todo ser vivo, mas a consciência desse fato é constante para aqueles que trabalham nas áreas que envolvem um maior risco e exposição na execução de suas tarefas em seu dia-a-dia.
Observa-se aí um despreparo filosófico, psicológico, técnico e até mesmo existencial dos profissionais, para lidar com os aspectos de prevenção de acidentes que podem levar a uma fatalidade.
Outro aspecto observado é o sofrimento dos “sobreviventes dos acidentes”, a continuidade da vida para os familiares após o desastre e as possíveis conseqüências emocionais, físicas e judiciais que poderão acarretar após o falecimento do trabalhador.
A existência humana é constituída de forma plural, ou seja, o individuo sempre estará inserindo dentro de um contexto social, seja no ambiente familiar, social e até mesmo institucional com seus companheiros de atividades profissionais. A morte de um individuo é sempre vivida por todos os que o cercam. A experiência mais próxima que temos da nossa morte, sempre será pela morte do outro, sendo assim, o luto dos que ficam também é um aspecto a ser refletido na prevenção de acidentes de trabalho.
O Educar e sensibilizar para morte tem como foco partindo do principio que objetivamente o homem sabe de sua mortalidade, subjetivamente ele nega. Por si só, essa questão já seria relevante para uma reflexão no aspecto psicológico. Entretanto não podemos estar conscientes o tempo toda de nossa morte e do terror que esse pensamento causa, pois dessa forma seriamos incapazes de agir normalmente. Talvez dessa forma podemos pensar que somos imortais, que nossas ações são perenes, e esse seria nosso desejo supremo, assim tentamos suprir nossa incompletude e não cairmos no esquecimento dos nossos. E a negação seria o mecanismo de defesa utilizado como proteção desse medo do aniquilamento.
Dessa forma sensibilizar para a própria morte seria um ato de prevenção, despertando a responsabilidade de cada individuo com sua própria existência, enfatizando nossa condição limitada e finita, pois diante de nossa fragilidade existencial o cuidar de si seria um ato de amor e responsabilidade.
Fernanda Rezende 2011

"Morrer e morte são mais do que eventos biológicos; eles têm uma dimensão social, psicológica, filosófica, antropológica, espiritual, estética e pedagógica."
ResponderExcluirConcordo com você, Fernanda. Mas a questão espiritual é a que mais me chama atenção, pois as raizes de seus rituais permeiam nossas vidas como justificativa da morte, desde antes a ciência pensar em existir.
Grande abraço.